Pré-candidato a Deputado Estadual Capítulo 1 · As raízes
De Kaloré ao maior clube do Brasil
Sérgio Luiz de Araújo nasceu em 11 de maio de 1970, em Kaloré, uma pequena cidade no interior do Paraná. Cresceu numa família simples, longe dos holofotes que viria a conhecer anos depois. A altura — 1,91 m — e a coragem entre as traves o credenciaram cedo: ainda adolescente, foi observado por olheiros e convidado para um teste no Palmeiras.
No dia 13 de janeiro de 1989, com 18 anos, ingressou nas categorias de base da Sociedade Esportiva Palmeiras. Foi a virada de chave de uma vida inteira. Antes de chegar à equipe principal, passou por empréstimos para o Embu-Guaçu (1989) e o Ceilândia (1990–1991), períodos em que aprendeu o ofício longe da pressão. Quando enfim subiu, estava pronto.
Capítulo 2 · As duas eras alviverdes
Goleiro Sérgio no Palmeiras: duas passagens, uma história
A trajetória do Goleiro Sérgio no Palmeiras não cabe numa linha reta. Foram duas passagens que se entrelaçam com a história moderna do Verdão. A primeira, de 1989 a 1995, começou nas categorias de base e o colocou no centro de uma das viradas mais celebradas pela torcida alviverde. A segunda, de 1999 a 2006, marcou seu retorno consagrador — foi nesse período que conquistou o título que faltava no museu palestrino.
A estreia profissional aconteceu em 21 de junho de 1992, num amistoso em Matão. Aos 22 anos, o jovem do Paraná passava do banco para a meta de um Palmeiras que se reerguia, então patrocinado pela Parmalat e dirigido por Vanderlei Luxemburgo. Em 1993, com a lesão do titular Velloso, Sérgio assumiu o gol e nunca mais largou. Ao longo das duas passagens, somou 333 jogos, 165 vitórias, 78 empates e 90 derrotas, número que o coloca entre os goleiros que mais defenderam o clube na história recente.
Sua última partida pelo Palmeiras aconteceu em 3 de dezembro de 2006, contra o Fluminense, num ciclo que se fechou com naturalidade. Saiu pela porta da frente, convertido em ídolo de uma geração que viu o clube voltar a ganhar.
Capítulo 3 · Os títulos que fizeram história
O fim da fila, a Libertadores e a Copa dos Campeões
O ano de 1993 foi um divisor. Depois de 16 anos sem títulos expressivos, o Palmeiras varreu a temporada com Sérgio no gol: conquistou o Campeonato Paulista com a histórica vitória de 4×0 sobre o Corinthians na final, levou o Torneio Rio-São Paulo e ainda fechou o ano como campeão brasileiro. A torcida cunhou a frase que atravessa as décadas: o goleiro que tirou o Palmeiras da fila.
Em 1994, repetiu a dose como bicampeão paulista e brasileiro. Mas a consagração maior viria depois, no segundo ciclo. Em 1999, sob o comando de Felipão, o Verdão conquistou pela primeira vez a Copa Libertadores da América — o título continental que faltava na sala de troféus. No ano seguinte, a Copa dos Campeões de 2000 teve uma final memorável contra o Flamengo, decidida nos pênaltis. Sérgio defendeu três cobranças e entrou de vez para o panteão do clube.
Quando, em 2002, o Palmeiras foi rebaixado, o goleiro fez uma promessa pública: traria o time de volta. Em 2003, cumpriu — campeão da Série B e acesso garantido. É essa mistura de estatística e palavra empenhada que faz da carreira do Goleiro Sérgio uma referência rara.
- Campeonato Paulista — 1993, 1994
- Torneio Rio-São Paulo — 1993
- Campeonato Brasileiro — 1993, 1994
- Copa Libertadores da América — 1999
- Copa dos Campeões — 2000
- Campeonato Brasileiro Série B — 2003
- Campeonato Goiano (pelo Itumbiara) — 2008