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Quem é o Goleiro Sérgio, afinal?
Sérgio Luiz de Araújo. Nascido em Kaloré, no norte do Paraná, em 11 de maio de 1970. Aos 18 anos cheguei ao Palmeiras, em janeiro de 1989, pra defender as categorias de base. Quatro anos depois, com Velloso machucado, assumi o gol do time profissional — e a partir dali não saí mais.
Tenho 1,91 m, sou casado com a Milla há 26 anos e tenho dois filhos: a Maria Eduarda e o Lucas. Hoje, aos 55 anos, atuo como empresário (CEO da One Marketing & Eventos), idealizador do Jogo das Estrelas — torneio beneficente que ultrapassou 500 partidas desde 2010 — e líder comunitário junto a 60 famílias na Comunidade Santa Terezinha, em São Paulo.
Em 2026, decidi colocar a experiência que acumulei dentro e fora dos campos a serviço do povo paulista: sou pré-candidato a Deputado Estadual de São Paulo pelo Solidariedade (77).
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Por que um ex-atleta querido por todas as torcidas quer entrar para a política?
Foram 24 anos de atuação profissional. Sou o 9º goleiro com mais jogos na história do Palmeiras (333), participei da Era Parmalat — a mais vitoriosa do clube — e tive a honra de defender camisas de gigantes como Flamengo, Santos e Portuguesa.
Mas fora dos campos desde 2012, comecei a olhar pra São Paulo com outros olhos. Vi o crime organizado avançar onde o estado se ausentava. Vi crianças sem perspectiva, idosos sendo enganados, mulheres sem proteção, famílias inteiras esperando por uma resposta que não chegava.
Acumulei bagagem como empresário, como líder social, como pai de família. Aos 55 anos, me sinto obrigado a retribuir a São Paulo tudo o que ele me deu. A disciplina, o trabalho em equipe e a responsabilidade que o esporte me ensinou são as ferramentas que vou usar pra lutar por um estado mais seguro, justo e igualitário.
“Defender é o que eu sempre fiz. Hoje, a meta a defender é maior — é a do povo de São Paulo.”
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Quais são suas principais propostas caso seja eleito?
Nossas crianças precisam de educação. Nossos jovens, de oportunidades reais. Nossas mulheres, de respeito e proteção. Nossos idosos, de dignidade.
Minha proposta é usar o esporte como ferramenta pra entregar segurança e cidadania na ponta. Não é teoria — é o que vi funcionar em quase 40 anos de campo, vestiário e comunidade. São seis projetos, cada um com um público:
- Pelas crianças · Projeto Linha de Defesa Ocupar tempo e mente no contraturno escolar, com esporte e disciplina. Fechar a brecha que o crime usa pra recrutar.
- Pelos jovens · Projeto Cartão Vermelho para as Drogas Qualificação e oportunidade pra quem está em vulnerabilidade. Mostrar que a vitória vem do esforço.
- Pelas mulheres · Projeto Meninas de Luta Artes marciais com foco em disciplina, defesa pessoal e autoestima na rede pública estadual. Combater a violência desde a base.
- Pelos idosos · Projeto Craques da Vida Atividade física de baixo impacto e letramento digital pra evitar golpes. Combater isolamento e maus-tratos.
- Pela comunidade · Projeto Jogo Limpo Capacitar líderes de bairro como Monitor Esportivo certificado. Criar barreira ética na quebrada.
- Pelos ex-jogadores · Projeto Mestres da Bola O projeto-mãe. Parceria público-privada que emprega ex-atletas como instrutores e coordenadores nos cinco projetos acima.
Cada R$ 1 investido em prevenção economiza até R$ 7 em remediação — hospital, judiciário, reabilitação. É conta que fecha.
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Você vai abandonar o esporte se for eleito?
Pelo contrário. Vou levar o esporte pra dentro da Assembleia Legislativa.
Hoje o esporte ainda é tratado como entretenimento ou como gasto. Eu vivi por dentro: sei que ele é política pública de saúde, de segurança e de cidadania. Uma criança que joga bola num projeto sério não está sendo cooptada pelo crime. Um idoso que faz hidroginástica não está sozinho em casa. Uma menina que treina jiu-jitsu não se cala diante da violência.
Quero ser o representante que transforma essa percepção em lei, em emenda, em verba destinada. Esporte é investimento — e vou cobrar o investimento que ele merece.
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Vai continuar realizando os Jogos Beneficentes com a Seleção das Estrelas?
Com certeza — e quero ampliar o formato.
O Jogo das Estrelas nasceu em 2010 da vontade de manter ativos os ex-atletas e, ao mesmo tempo, devolver alguma coisa à sociedade. Já passamos de 500 partidas realizadas — em escolas, comunidades, presídios e eventos beneficentes. Reúne ídolos como Marcos, Vampeta, Edmundo, Müller, Edílson, Tuta, Basílio e dezenas de outros.
A ideia é levar o Jogo das Estrelas pra um próximo nível: parcerias com entidades filantrópicas reconhecidamente sérias, calendário ampliado e profissionalização da operação. É um braço social que não vai parar — ele só vai crescer.
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O que um Deputado Estadual faz na prática?
Ele é o fiscal do povo. Atua na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e tem três missões principais:
- Propor leis que melhorem a vida do paulista — segurança, educação, saúde, esporte, transporte. São as leis estaduais que regem o dia a dia.
- Fiscalizar o Governo do Estado — pra onde vai o dinheiro público, quem está executando bem o orçamento, onde o estado está falhando. Sem fiscalização forte, a omissão vira hábito.
- Destinar emendas parlamentares a projetos sociais e esportivos que funcionam na ponta. Em São Paulo, a verba não é pequena — é o que transforma promessa em obra entregue, em equipamento comprado, em monitor contratado.
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Por que escolheu o Solidariedade para sair pré-candidato?
Na política, partidos são veículos obrigatórios pra realização de projetos. Não dá pra sair sozinho.
Escolhi o Solidariedade porque foi a legenda que mais valorizou nossas propostas e que me abriu as portas sem exigir amarras ideológicas. Como partido de Centro, me permite fugir da polarização que apenas divide e contamina o país.
Minha trajetória é pautada por caráter e ética, e é isso que levo pra política. Meu único compromisso é com o povo de São Paulo e com a execução integral das nossas propostas — não com igreja política, não com pauta de palanque, não com obrigação de gritar palavra de ordem.
Solidariedade — número 77.
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Qual sua opção ideológica? Você é de direita ou de esquerda?
Sou um “pré-candidato de propósito, não de ideologia”.
Como goleiro, eu não escolhia chutes que vinham da esquerda ou da direita pra defender — eu simplesmente defendia, porque minha missão era defender meu time.
Agora, meu time é o povo de São Paulo, independente da opção ideológica. Fome, falta de segurança e desemprego não têm ideologia. Meu compromisso é com a família paulista.
Acredito na família, na ordem e no progresso pelo trabalho. Se uma proposta é boa pro esporte e tira nossas crianças da rua, apoio venha de onde vier.
“Minha ideologia é o resultado.”
Quem cuida da segurança do seu bairro e da escola do seu filho é o Deputado Estadual, parceiro de vereadores e prefeitos. É nesse campo que quero jogar — não pra dividir, mas pra somar e defender quem mais precisa. No final do dia, todos vestimos a mesma camisa: a do povo de São Paulo.
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Onde o Sérgio trabalha hoje?
Encerrei a carreira como goleiro profissional em 2013, aos 42 anos, no Taboão da Serra. De lá pra cá, atuo em três frentes:
- Empresário do esporte — sou CEO e fundador da One Marketing & Eventos, que organiza eventos esportivos e ações de marketing.
- Líder social — idealizei e organizo o Jogo das Estrelas (500+ partidas beneficentes desde 2010) e apoio 60 famílias na Comunidade Santa Terezinha, vinculada à Paróquia Santo Antônio, em São Paulo.
- Pré-candidato político — em 2026 dedico-me à pré-campanha pelo Solidariedade (77), com plataforma centrada nos seis projetos do esporte como política pública.
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Como posso apoiar a pré-candidatura?
Três caminhos. Todos gratuitos e sem nenhum compromisso financeiro:
- Declare seu apoio no site — formulário rápido (nome + telefone), no fim desta página ou em qualquer outra do site. Você passa a receber novidades da pré-campanha, calendário de eventos na sua região e fica por dentro da construção das propostas.
- Siga as redes oficiais — Instagram, TikTok, Facebook e YouTube. Compartilhar o conteúdo já é militância.
- Fale com a equipe direto no WhatsApp — wa.me/5511983957712. Atendimento humano pra dúvidas, sugestões e mobilização local.
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Quais títulos ganhou pelo Palmeiras?
Foram sete títulos em duas passagens pelo Verdão — incluindo a taça mais esperada da torcida.
Pela Era Parmalat, fui bicampeão paulista (1993 e 1994), bicampeão brasileiro (1993 e 1994) e campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1993. Foi a temporada que tirou o Palmeiras da fila depois de 16 anos sem título de expressão, com o histórico 4×0 sobre o Corinthians na final do Paulista.
Na segunda passagem (1999-2006) veio o que faltava: a Copa Libertadores da América de 1999 e a Copa dos Campeões de 2000 — primeiro título intercontinental da história do clube. Também levantei o Brasileirão Série B em 2003, no acesso de volta à elite.
- Campeonato Paulista 1993, 1994
- Campeonato Brasileiro 1993, 1994
- Torneio Rio-São Paulo 1993
- Copa Libertadores da América 1999
- Copa dos Campeões 2000
- Campeonato Brasileiro Série B 2003
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Em quais clubes jogou antes do Palmeiras?
Cheguei ao Palmeiras ainda moleque, com 18 anos, em 13 de janeiro de 1989, direto pra base. Então o Verdão é, na prática, o clube que me formou.
Antes de estrear no profissional palmeirense, passei por dois empréstimos pra ganhar bagagem:
- Embu-Guaçu (SP) — 1989. Primeiro contato com futebol de adulto, longe da pressão da capital.
- Ceilândia (DF) — 1990 a 1991. Aprendi o ofício no Centro-Oeste, com mais responsabilidade e minutos em campo.
Voltei pro Palestra em 1992 e fiz minha estreia no time principal em 21 de junho de 1992, num amistoso em Matão. O resto da história começou ali.
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Qual foi a trajetória até virar titular em 1993?
Foram quatro anos de paciência entre a chegada ao clube e a camisa 1.
Entrei na base em janeiro de 1989, fui emprestado pra Embu-Guaçu e Ceilândia entre 1989 e 1991, voltei em 1992 e fiz minha estreia no profissional num amistoso em junho daquele ano. Subi, desci, treinei firme — e esperei.
A virada veio em 1993. O time, dirigido por Vanderlei Luxemburgo e bancado pela Parmalat, se reconstruía com nomes como Roberto Carlos, Edmundo, Evair, César Sampaio e Mazinho. Com a lesão do Velloso, então titular, fui chamado pra assumir o gol — e não saí mais.
Aos 22 anos, virei o goleiro que tirou o Palmeiras da fila depois de 16 anos.
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Quem eram Velloso e Marcos na disputa pela vaga?
Os três goleiros que marcaram a década do Palmeiras nos anos 90 — e a tradição da posição segue até hoje.
Velloso era o titular absoluto no início de 1993, experiente e respeitado, peça do elenco que começava a se reerguer. Quando se machucou, assumi a vaga e o time embalou em uma das maiores temporadas da história do clube. Velloso recebeu, com merecimento, a medalha de campeão paulista naquele ano.
Marcos, o futuro São Marcos, herói do Mundial de 2000 e da Copa do Mundo de 2002, era o caçula da casa: estreou no time profissional em maio de 1992, aos 18 anos, num amistoso 4×0 contra o Guaratinguetá. Naquele momento ainda não tinha condições de disputar com goleiros estabelecidos como eu e o Velloso — esperou o tempo dele, com paciência e trabalho, e virou ídolo eterno.
Velloso, Sérgio e Marcos — uma linhagem do gol palmeirense que qualquer torcedor guarda na memória.
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Como foi a carreira depois de sair do Palmeiras?
Saí do Verdão em dezembro de 2006, aos 36 anos, mas ainda tive mais sete anos de bola pela frente.
- Santo André — 2007. Primeira camisa depois do segundo ciclo palmeirense.
- Bahia — em seguida, conheci a paixão de uma das maiores torcidas do Nordeste.
- Itumbiara (GO) — 2008. Aos 38 anos, ainda tive o gostinho de levantar mais um troféu: o Campeonato Goiano de 2008.
- Santos — 2009, aos 39 anos. Cheguei à Vila Belmiro num momento em que o clube revelava Neymar e Paulo Henrique Ganso.
- Taboão da Serra — 2013. Encerrei oficialmente a carreira aos 42 anos, pela Série A4 do Paulista. Fim de uma jornada de 24 anos como goleiro profissional.
Toda essa bagagem — vestiário, viagem, vitória, derrota, rebaixamento, retomada — é o que hoje viro projeto de política pública pelo esporte.